quinta-feira, 19 de maio de 2011

PARQUES DA FALAGUEIRA

A VILA ROMANA
  • Localiza-se na Quinta da Bolacha
  • (mais precisamente na Falagueira, junto ao Lidle).
  • A vila é constituída por alguns vestígios da civilização Romana.
  • Foi descoberta em 1981 e foram realizadas novas sondagens em 1997.
  • Dos vestígios que foram encontrados desta vila destacam-se:
  • Parte de um tanque em opus signinum, a que estavam associados uma canalização de chumbo e um dreno;
  • uma parede que se prolonga para oeste no sentido das restantes estruturas encontradas.
  • Foram também achados materiais arqueológicos como:
  • Pratos, lucernas, púcaros e algumas moedas de bronze.
Villa Romana Qtª Bolacha




PARQUE TERRA DA BONITA


Situado na freguesia da Falagueira, o Parque Terra da Bonita foi construído em 2005. Apresenta uma zona de estadia com cobertura de sombreamento e mobiliário urbano contemporâneo, papeleiras e conjuntos de mesas com bancos.
Conta ainda com um parque de estacionamento e uma zona ajardinada.
Junto ao limite Norte, encontra-se o Aqueduto das Águas Livres, que foi enquadrado pelo ajardinamento.




PATRIMÓNIO DA FALAGUEIRA




Quinta do Assentista


A Quinta do Assentista foi também conhecida em tempos como a Quinta dos Intendentes.

     Edificada em 1746, encontra-se ainda em bom estado de conservação, e constitui um dos melhores exemplos deste tipo de ocupação rural no Município.

     A casa de habitação e o muro do pátio, fechados por um portão, integram um mesmo conjunto. Destaca-se aqui, o portão joanino, que contrasta com a sobriedade da fachada.

     A entrada, ladeada por uma pequena porta, é ornada por uma pequena cartela onde se pode ler a data de 1746. Por cima, tem um belíssimo frontão barroco, pintado de branco, cor-de-rosa e ocre. No centro está um nicho com uma estátua de Nossa Senhora da Saúde, enfeitada com uma grinalda de anjos. No alto ergue-se uma cruz sobre um monte Gólgota em miniatura, onde se pode ver a porta do Santo Sepulcro.

     A residência, e o jardim, dão para o pátio empedrado com desenhos a preto e branco.

     Esta Quinta é propriedade privada.























Capela Nossa Senhora da Lapa


A Capela de Nossa Senhora da Lapa conhecida por Capela da Falagueira foi erguida num sítio ermo, em campos propícios para a cultura do trigo, tal como tantos outros nesta área, ficando situada, concretamente, na Estrada da Falagueira.

     A sua construção foi autorizada, por provisão do então Cardeal Patriarca de Lisboa D. Francisco I, em 15 de Novembro de 1759 e foi aberta ao culto em Agosto de 1760.

     Foi desde a sua construção até 1958, data da sagração da Igreja matriz, o principal local de culto católico no território que hoje constitui o Município da Amadora.

     Após um período em que não funcionou, foi recentemente restaurada, sendo actualmente, apesar da sua simplicidade, um local de grande interesse histórico.











Chafariz da Porcalhota





Em meados do século XVIII, já os habitantes da Porcalhota e Falagueira ambicionavam ser abastecidos de água potável. A construção dos alicerces do Aqueduto das Águas Livres, na zona da Falagueira, conduziu à descoberta de uma pequena nascente.

     Construiu-se, no local, uma bica de pedra que saía da parede do Aqueduto, com um tanque para utilização pública.

     A localização do chafariz causou algum descontentamento e os habitantes da vizinha Porcalhota, desejando igualmente ser abastecidos, tentaram que a água fosse levada para um local mais próximo e central, pelo que solicitaram que a água fosse conduzida até à Estrada Real de Lisboa-Sintra e aí se construísse um novo chafariz.

     Contudo, a Junta das Águas Livres informou a população que a água da nascente era insuficiente para ser levada até ao local pedido, para além da obra acarretar um grande custo. Assim, resolveram os Poderes Públicos mandar construir a projectada bica na Falagueira.

     Mais de meio século correu até que a Porcalhota visse satisfeito o seu legítimo desejo. A 20 de Julho de 1849, a Câmara Municipal de Lisboa deferiu finalmente um pedido feito neste sentido pelos habitantes locais.

     O chafariz, com duas bicas, foi então construído em 1850, no cruzamento da Estrada da Falagueira com a Estrada Real de Lisboa-Sintra, actual Rua Elias Garcia.

     O dia 29 de Outubro, data da sua inauguração foi solene e festivo, contando com a presença do Mestre Geral das Águas Livres, o Fiel do Partido do lugar, o Fiel de D. Maria, o escrivão do Juiz Eleito e os habitantes locais.

     A primeira água começou a correr às 12:25, acompanhada do lançamento de foguetes e da manifesta alegria da população pelo acontecimento.

     Mais tarde, nos anos 60, foi transferido, a Travessa da Conceição, perto da Estrada da Falagueira, onde se encontra actualmente.















Aqueduto das Águas Livres


 Obra impressionante da engenharia portuguesa do século XVIII, teve como função principal abastecer de água a capital, numa fase crucial do seu desenvolvimento.

     Foi mandado construir por decreto de D. João V, em 1731. As suas obras iniciaram-se no ano seguinte e só viriam a ser terminadas em meados do século XIX, devido à sua grandiosidade e extensão.

     O troço principal tem cerca de 14 km, 8 dos quais no Município da Amadora (este tem origem na Mãe de Água Nova, na freguesia de São Brás), existindo aqui diversos aquedutos subsidiários que alimentam o Aqueduto Geral, de onde se destaca a casa de visitas do Aqueduto da Galega junto da Capela de Nossa Senhora da Lapa.

     É considerado relativamente à sua tipologia, uma obra de arquitectura civil pública, barroca e neoclássica.

     Em 24 de Janeiro de 1996, o Ministro da Cultura homologou o Aqueduto das Águas Livres no seu conjunto como Monumento Nacional fora do concelho de Lisboa, tendo por isso todas as servidões. Todavia, este encontra-se, ainda, em vias de classificação.












HERÁLDICA DA FALAGUEIRA

Brasão - Escudo de verde com duas torres de prata abertas do campo e um chafariz de ouro formado por em tanque e coluna rematada de urna, jorrano água de prata; em chefe um pé de romãzeira de prata de onze romãs rachadas de vermelho. Coroa mural de tres torres prata. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas:
"FALAGUEIRA • AMADORA".


Bandeira -
 Branca. Cordão e borlas de prata e verde. Haste em lança de ouro.

Selo -
 Nos termos da lei, com a legenda "Junta de Freguesia da Falagueira - Amadora".

FREGUESIA DA FALAGUEIRA

Pode-se considerar que o lugar onde se encontra actualmente a Falagueira foi a origem da cidade da Amadora. Conhecida inicialmente como Porcalhota, esta freguesia é bastante enriquecida tanto a nível cultural, de tradições como histórico. Todos os que por aqui passaram deixaram bem patentes as suas marcas como atestam os diversos monumentos e lugares.

     O lugar da Falagueira é um dos mais antigos da Amadora. O seu povoamento inicial remonta aos tempos pré-históricos. O sílex era aqui muito abundante. Na freguesia aparecem vestígios desde o Paleolítico, Neolítico e Calcolítico até à Idade do Ferro. Os romanos também por aqui passaram como atesta a Estação do Moinho do Castelinho.

     Depois de muitos anos de guerra, as terras apreendidas passaram para a Coroa, tendo os reis as dado a algumas ordens eclesiásticas. Destaca-se o casal que na Falagueira foi atribuído aos Hospitalários que receberam algumas fatias na Fonte Santa e nas Águas Livres. res. 

     No séc. XIII, a Falagueira era um dos locais rurais mais importantes da região. Nas Inquirições de 1258 (reinado de D. Afonso III), o Casal da Falagueira ia desde as Portas de Benfica até ao Alto Maduro.duro.

     O terramoto de 1755 determina a fuga e dispersão de muitos indivíduos para o lugar da Falagueira. A Amadora era desconhecida. Perto dos terrenos onde esta viria a ser edificada, ficava a célebre Porcalhota, cheia de tradições pelo seu bom pão saloio, o pão-de-ló e o célebre “coelho à caçadora” do famoso “Pedro dos Coelhos”. O seu nome verdadeiro era Pedro Franco, tendo-se tornado uma figura lendária da freguesia.

     Uma das mais importantes relíquias do lugar da Falagueira é o chafariz da Porcalhota. Em 1773, os habitantes da Falagueira e da Porcalhota pretendiam que a água chegasse à sua beira. Na Falagueira, através do alicerce do Aqueduto das Águas Livres, foi construída uma bica para abastecer a população. Todavia, a vizinha Porcalhota, que pretendia também ser abastecida por aquela água, solicitou que a água fosse levada até lá e aí se construísse um chafariz. Só em 1850 e com muito esforço da população da Porcalhota, foi construído o Chafariz da Porcalhota, com duas bicas, que assim serviu a população de água.

     A freguesia Falagueira tem a denominação actual desde 1997. Chamava-se então Falagueira – Venda – Nova, tendo actualmente 14.436 (2001) habitantes ocupando uma área de 1,80 Km

VENDA NOVA EM IMAGENS















Rua Elias Garcia (E.N. 249)

PORTAS DE BENFICA





"Portas de Benfica, faziam parte da antiga estrada Militar" (1961)






PATRIMÓNIO DA VENDA NOVA










Fachada da Moradia Neo-romântica
Situada na Rua Elias Garcia, n.º 280, a moradia neo-romântica, inicialmente designada de “Chalet Desideria”, de acordo com o nome da sua proprietária, foi mandada construir entre 1910 e 1911 e é da autoria de Guilherme Eduardo Gomes. Trata-se de um edifício de inquestionável valor histórico, patrimonial e arquitectónico, determinante de uma época marcante para a construção da Amadora. Possui planta quadrangular de dois pisos e águas furtadas, com paredes de aparelho rústico no piso inferior e de tijolo de burro no piso superior rebocado a argamassa ordinária, com cobertura de quatro águas em telha Marselha, as cornijas são executadas em reboco. A fachada principal destaca-se dos restantes alçados pela presença de composições ornamentais dos vãos que se apresentam profusamente enquadrados e decorados por elementos de cantaria; e frisos de azulejos de padrão com motivos florais a tons de roxo que se encontram na fachada do piso superior e na das águas furtadas. A entrada da casa encontra-se a uma cota superior à da rua dada a presença de um muro de guarnição de pilares de cantaria interligados a uma armação de ferro, que a sobreeleva, onde se encontram dois portais de acesso, executados, à semelhança dos outros vãos, em cantaria, rematados por portas de ferro.

Cruzeiro da Rua Elias Garcia (Bairro das Cruzes)
Datado do Século XVIII, que tem na sua composição o mármore e o calcário e é composto por três degraus.




2006
Venda Nova[1000imagensCAT3JI6B.jpg]




O Portal da Quinta da Venda Nova, único vestígio de uma quinta do Século XVIII existente na Rua Elias Garcia, decorado em frontão barroco com azulejos policromos figurativos.
Antigo portão de quinta, com um tríptico em azulejo, representando o milagre de N. S. da Nazaré e dois santos ligados à protecção contra as intempéries.
Uma memória da antiga Amadora rural

PARQUES E QUINTAS DA VENDA NOVA

Quinta de São Miguel
É uma quinta oitocentista com jardim, gruta e lago artificiais, do início do Século XX, que forma um conjunto de interesse arquitectónico.
Conhecida por Quinta do Hotel Tivoli, dado à altura ser propriedade deste hotel e sua fornecedora de produtos agrícolas, situa-se à beira da outrora Estrada de Lisboa-Sintra, nas proximidades do Bairro das Cruzes. Na obra “Portugal Antigo e Moderno”, Pinho Leal faz a seguinte referência: “De entre as quintas e casas de campo que guarnecem a estrada, sobressahe, em beleza e sumptuosidade, a residência do sr. Luís do Rego da Fonseca Magalhães, filho do célebre estadista e grande orador parlamentar, Rodrigo da Fonseca Magalhães. Foi esta propriedade fundada, ou, pelo menos ampliada e melhorada, pelo fallecido negociante da praça de Lisboa, Francisco Marques Torres. Passando ao Sr. Luís do Rego, elle a transformou na magnífica vivenda que hoje admiramos”.
Durante anos, funcionaram no seu espaço um conjunto de associações locais de índole cultural.
A Quinta de São Miguel foi alvo de obras de reabilitação e de ampliação por parte da Câmara Municipal da Amadora no âmbito do Programa de Iniciativa Comunitária URBAN I, tendo como objectivo o funcionamento de diversas valências naquele equipamento, nomeadamente o Serviço de Apoio Domiciliário no Centro Comunitário Intergeracional e o Centro de Acolhimento Temporário para crianças em risco.