segunda-feira, 9 de maio de 2011

HISTÓRIA E LOCALIZAÇÃO DA AMADORA

A Cidade da Amadora fica situada na Área Metropolitana de Lisboa. Localiza-se mesmo ao lado da nossa capital (Lisboa) e é uma cidade bastante grande. É limitada pelos conselhos de Oeiras, Sintra, Odivelas e Lisboa.
  Possui 11 freguesias, Alfornelos, Alfragide, Brandoa, Buraca, Damaia, Falagueira, Mina, Reboleira, São Brás, Venda Nova e Venteira e é uma das cidades mais populosas do nosso país (com cerca de 175 872 habitantes, em 2001).
  As principais actividades económicas desenvolvidas na Amadora são as do sector terciário, a construção civil e a indústria transformadora.
  
  •   História da cidade da Amadora
   O Município da Amadora foi criado a 11 de Setembro de 1979. Este Município foi o primeiro a ser criado após o 25 de Abril de 1974, deixando de ser nessa data, uma freguesia do Concelho de Oeiras, ao qual pertencia desde 1916.
  Analisando o seu património, podemos verificar, que a Amadora ao longo dos tempos tem sido ocupada por pessoas diferentes e tem assumido papéis distintos no espaço e no tempo.
  As pessoas marcam o seu território e as que passaram pela Amadora, também o fizeram.
Prova disso são os pontos de referência existente nesta cidade
  - A Amadora da Pré-História à Idade Média
  Da Pré-História à Idade Média, ao longo do território da Amadora, encontram-se vestígios como o Aqueduto Romano, que nos indica que houve uma ocupação Romana e a Necrópole de Carenque, indicando que houve uma fixação de grupos populacionais datada no período Neolítico.
   Dos Séculos XV a XVII, assiste-se a uma colonização lenta do território, tendo começado a surgir aldeias em função do crescimento da cidade de Lisboa e das suas crescentes necessidades de abastecimento.
 - A Amadora dos séculos XVII ao XIX
   Dos séculos XVII ao XIX, a área onde se insere o município da Amadora era caracterizada, pelos grandes campos de trigo e as casas apalaçadas que existiam. Podemos dizer, que a Amadora era umas das áreas da periferia de Lisboa, que abasteciam a capital com produtos agrícolas sendo as profissões, portanto, maioritariamente os padeiros, os agricultores e os almocreves.
Neste período, caracterizado de grande desenvolvimento para a Região da Amadora, foi inaugurado, o Aqueduto das Aguas Livres, que passa pela Amadora, foi construída a Ponte Filipina, que une actualmente a Amadora a Queluz, fixaram-se algumas fábricas como a de Espartilhos Santos Mattos & Companhia e começaram-se a fixar grupos populacionais.
 - A Amadora na primeira metade do século XX
 Na primeira metade do século XX, pessoas de várias camadas sociais como operários, artistas, comerciantes, funcionários públicos e industriais levados pelo um conceito de progresso aliado ao modernismo, pretendem construir, se assim podemos referir uma “cidade jardim” criando uma interligação entre a natureza e o estilo urbano. Por decreto de lei de D. Carlos, todos os lugares da Porcalhota, Amadora e Venteira passariam a ter só uma denominação – Amadora.
Em 1914, foi inaugurado o edifício principal dos Recreios da Amadora, equipamento cultural e desportivo, concebido e organizado por uma classe burguesa florescente, dinamizadora da vida social local. Em Junho de 1933, o Chefe de Estado Marechal Carmona visitou a Amadora para presidir à inauguração do Parque Delfim Guimarães. Na década de 30, assistiu-se à primeira fase de crescimento demográfico da Amadora, que se manteve até aos anos 50. Surgem novos loteamentos, mais casas e edifícios. Verifica-se um desenvolvimento ao nível industrial, fundamentalmente da indústria metalomecânica, com o consequente desenvolvimento das infra-estruturas de transporte da região.
 - A Amadora de 1950 a 1970
  De 1950 a 1970, assistimos a um crescimento demográfico com pessoas oriundas de Cabo-Verde, Lisboa, Alentejo, Beiras, e zonas do centro do país. Grande parte deste crescimento devesse à melhoria das infra-estruturas. No entanto este crescimento também veio a provocar o surgimento dos Bairros Clandestinos (como por exemplo a Cova da Moura).

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